El Media Rover

Audiovisualiades, Memória, Interfaces, Arqueologia da Mídia.

setembro 4, 2018
por gustavo
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O que aconteceria se… A marvel dos anos 80 antecipando uma tendência dos estudos de arqueologia da mídia

Na minha infância e parte da adolescência, colecionei durante algum tempo (não sei precisar quanto) muitos gibis da Marvel. Lembro que havia 5 edições regulares por mês que eram (sem google, puxando da cuca): Hulk, Homem-Aranha, Superaventuras Marvel, Capitão América e Heróis da TV.

Esta última produziu uma série específica chamada “O que aconteceria se…” que permitia dar vazão a situações alternativas que se passavam com os super-heróis.

Uma explicação detalhada com imagens de algumas capas estão aqui.

Me dei conta que essa ideia de “What if” é bastante coerente com  a ideia da arqueologia da mídia em retomar histórias esquecidas ou pensar em futuros possíveis, mas não necessariamente realizados, mídias imaginárias, design especulativo.

Poderíamos até pensar em um crossover da visada acadêmica/empírica com a ficcionalização “marveliana”:

– o que aconteceria se… a Apple não existisse?

– o que aconteceria se… Bill Gates usasse drogas nos anos 70?

– o que aconteceria se… o Betamax tivesse vencido a batalha com o VHS?

– o que aconteceria se…o Google falisse?

 

Whif 47 Whif 46 Cap América 27 kungfu thor conan

setembro 5, 2017
por gustavo
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Excerto de “Funes, o memorioso”

Texto na íntegra: http://alfredo-braga.pro.br/biblioteca/memorioso.html

 

“Havia aprendido sem esforço o inglês, o francês, o português, o latim. Suspeito, contudo, que não era muito capaz de pensar. Pensar é esquecer diferenças, é generalizar, abstrair. No mundo abarrotado de Funes não havia senão detalhes, quase imediatos.”

setembro 4, 2016
por gustavo
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Vida, morte e pós-morte do GeoCities: memória em degeneração/regeneração e nostalgia como crítica no Projeto One Terabyte of Kilobyte Age.

Resumo
O artigo tem como objetivo voltar a discutir o que caracteriza os construtos de memória da web, entendidos como modelagens imageticamente arranjadas de coleções de dados referentes a produtos midiáticos. A partir do resgate de aspectos da trajetória do serviço GeoCities, plataforma para a criação de páginas pessoais (homepages) descontinuada em 2009, discutimos o projeto denominado “One Terabyte of the Kilobyte Age” de autoria de Olia Lialina e Dragan Espenschied e que recupera por diferentes formatos (blog, Tumblr, vídeo e exposição em galeria), as imagens das páginas pessoais então hospedadas no GeoCities. A forma como o projeto se coloca nos permite avançar sobre duas dimensões presentes em construtos de memória da web: a característica regenerativa/degenerativa do meio e a possibilidade de uma perspectiva de nostalgia como crítica e não apenas saudosismo.

Palavras-chave: GeoCities; memória; nostalgia; web

Gustavo Daudt Fischer
UNISINOS / PPGCC
Intercom 2016/GP Cibercultura